Vendo posts com a tag perfil da população prisional |

  • “A Caravana do Amor”: Um estudo sobre reciprocidades, afetos e sexualidade em um estabelecimento prisional que comporta homens e mulheres em seu interior, Rio Grande/ RS

    O presente estudo etnográfico foi realizado junto a mulheres que cumpriam pena no Presídio Estadual de Rio Grande. O estudo propôs-se analisar o sentido das práticas do namoro, do casamento e do exercício da sexualidade, engendradas num presídio que comporta homens e mulheres em seu interior, a partir do ponto de vista das mulheres. Observou-se discursos e práticas que apontam a experiência prisional como redimensionadora da gramática das relações do contexto da rua, tendo em vista a fratura dos laços entre consanguíneos e o estreitamento das relações entre mulheres e homens presos.

  • “E me visitastes quando estive preso”: sobre a conversão religiosa em unidades penais de segurança máxima

    Uma das "verdades" a respeito do universo prisional - produzida, sobretudo, pelos funcionários do quadro técnico-administrativo das unidades penais - é a de que os detentos convertidos durante o cumprimento de suas penas estariam "se escondendo atrás da Bíblia". O objetivo, neste trabalho, é analisar a conversão religiosa como um processo estratégico que altera as relações sociais e as fronteiras simbólicas existentes entre os diferentes grupos de detentos e funcionários.

  • A reforma prisional no Recife Oitocentista: da Cadeia à Casa de Detenção

    Este trabalho pretende analisar a construção da Casa de Detenção do Recife dentro do contexto de reforma prisional do Brasil Império. Leva-se em consideração que, embora a construção da Casa de Detenção do Recife, bem como das demais prisões penitenciárias do Império, seguissem modelos estrangeiros, esses paradigmas não foram simplesmente copiados, mas adaptados de acordo com as particularidades da sociedade escravista brasileira.

  • Pena, prisão e penitência

    O presente trabalho tem por finalidade verificar as possíveis interfaces existentes a arquitetura prisional e a privação de liberdade com o intuito de recuperação social. Trata-se de uma análise de discursos, de caráter eminentemente questionadora, de modo a discutir os fundamentos que sustentam o sistema prisional de forma crítica. 

  • O caos ressurgirá da ordem: Fernando de Noronha e a reforma prisional no Império

    Este trabalho analisa a história do Presídio de Fernando de Noronha no contexto da reforma prisional do Brasil do século XIX. Os objetivos consistiram em: compreender o papel do projeto de sistema prisional do Império brasileiro em um processo de civilizar a nação; analisar os projetos de reforma e os Regulamentos para o Presídio de Fernando de Noronha; e pesquisar as rotinas construídas na ilha-presídio, além da aplicação prática dos projetos governamentais.

  • O edifício inimigo: a arquitetura de estabelecimentos penais no brasil

    O presente trabalho apresenta como tema de estudo a arquitetura de estabelecimentos penais no Brasil. Como tarefa inicial, propusemos analisar detalhadamente as premissas que hoje conformam uma tipologia prisional em todo o território nacional, identificando não apenas sua origem histórica como também as práticas de tratamento penal que a elas se atrelam e que são por elas promovidas

  • Articulação entre o mundo interno e externo às instituições prisionais: questões para a construção de um novo paradigma no domínio da sociologia das prisões

    O objetivo deste texto é colocar em evidência o aumento e maior intensidade da articulação entre o mundo interno das prisões e da sociedade livre. Esse propósito possibilita repensar hipóteses desenhadas em estudos clássicos que sugerem a existência de uma ruptura entre estes dois universos sociais, com maior ou menor grau de permeabilidade entre eles, sintetizados nos conceitos-chaves de três clássicos dos estudos prisionais: o conceito de cultura prisional de Donald Clemmer [1940], sociedade dos cativos de Gresham Sykes [1958] e instituição total de Erving Goffman [1963].

  • Levantamento Nacional de Informações Penitenciárias - Infopen

    O relatório ora apresentado reforça a percepção de que tão grave quanto o déficit de vagas é o déficit de gestão no sistema prisional. Note-se que diversos incidentes e disfunções são registrados em unidades da Federação com taxas de encarceramento menores do que a taxa nacional e em estabelecimentos com níveis de superlotação menos agudos, o que indica que a fundação de bases para a superação dos problemas prisionais no Brasil depende do estabelecimento de diretrizes e princípios voltadas à macro e micro gestão prisional. não há dúvida de que a correta mensuração dos indicadores e dados do sistema prisional é o primeiro passo para as mudanças. E assim, esperamos que o presente relatório possa ser útil para os gestores federais e estaduais, para os especialistas e acadêmicos, e para a sociedade em geral, no sentido de se permitir os avanços de um projeto de redução da exclusão e desigualdade até mesmo nos espaços mais distantes, invisíveis e pouco compreendidos como o cárcere.

  • A questão penitenciária

    Ao retomar a complexidade à qual potencialmente nos remete a expressão “questão penitenciária”, objetivamos contribuir para o desenvolvimento de abordagens que favoreçam o enfrentamento de seus contemporâneos e redimensionados paradoxos. Transitando por aportes da sociologia do castigo, da economia política da penalidade, dos sentidos dos discursos e do paradigma da complexidade, assumimos a questão penitenciária como complexa intersecção entre dimensões e políticas penais e sociais na sociedade moderna. Propomos premissas e enfoques estratégicos na expectativa de que se evitem as armadilhas de uma cognição simplificadora das realidades prisionais e/ou tensionamentos seduzidos por uma mitologia do “bom presídio”.