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  • A subcultura prisional e os limites de ação da APAC sobre as políticas penais públicas: um estudo na Cadeia Pública de Bragança Paulista

    Este texto traz uma análise da transferência da administração da Cadeia pública de Bragança Paúlista do estado de São Paulo para a Associação de Proteção e Assitência Carcerária (APAC), estudando o exercício do poder de polícia por parte dos voluntário trabalhadores da APC, bem como as relações institucionais entre os agentes públicos e o sistema penal como um todo.

  • É possível humanizar a vida atrás das grades? Uma etnografia do Método de gestão Carcerária APAC

    Centrada no tema da relação entre poder e vida, a presente tese consiste no estudo de um experimento institucional religioso no campo da política criminal brasileira: as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados – APACs. Ao propor a humanização da vida prisional e a recuperação de homens e mulheres privados da liberdade como finalidades genuínas, afirmam-se como a revolução das prisões. O presente trabalho é uma etnografia sobre os modos como este modelo de prisão cria, produz e instaura um novo sujeito preso, um tipo particular de humanização e uma vida comunitária intramuros.

  • Comunidades Prisionais Autoadministradas: o Fenômeno APAC

    As prisões brasileiras são notoriamente carentes de recursos, mas, ao mesmo tempo, são lugares relativamente ordeiros. Em circunstâncias de privação material e aguda carência de funcionários, resta aos internos e agentes penitenciários montar um arremedo de ordem costumeira em que presos são chamados a exercer o papel de zeladores e, em algumas prisões, até mesmo de guardas. Enquanto isso, alas de prisões são muitas vezes deixadas nas mãos de hierarquias de presos, às vezes administradas pelas autoridades prisionais, mas, com maior frequência, se desenvolvendo organicamente, inclusive sob a influência de gangues. Menos conhecidas são mais de 30 prisões de base religiosa e administradas por ONGs, abertas nos últimos 40 anos, notadamente no estado de Minas Gerais. Essas prisões têm como pontos de partida o abandono estatal, a colaboração dos internos e o autogoverno. Operam sem a presença do Estado e são
    administradas por presos, expresos e voluntários locais. Sua visão reside em um autogoverno comunitário e uma reabilitação propiciada pela comunidade.